sábado, 9 de maio de 2009

Sinceridade Mata?

Sexta- feira, 08 de maio de 2009 às 23h56min.
Palácio Lilás

Houve uma época em que eu resolvi ser sincera.
Não uma simples sincera, mas super sincera, doa em quem doer.
Queria fazer uma experiência para saber como as pessoas iriam reagir ao ser atingidos por verdades constantes.
No inicio era divertido, muitas pessoas desacreditavam das coisas que eu dizia, muitas levavam na brincadeira. Conforme o tempo foi passando perceberam que eram realmente verdades.
Com os mais chegados eu era mais cautelosa, dizia as verdades, mas de forma sutil, para não ferir muito, mas aos só conhecidos, falava mesmo, sem dó, sem medir impacto.
Então toda a pergunta que era me feita eu pedia que a pessoa se preparasse para a resposta, sempre dizia que se você perguntava, estava pronto para ouvir a resposta independentemente se boa ou ruim. Eu dava opiniões tão sinceras que por vezes me arrependia mais tarde.
Dan: Como está essa camisa?
Cah: Você vai trocar, né!?!

Dan é um amigo muito querido e eu usei esse exemplo que aconteceu de verdade para ilustrar.
Com o passar do tempo, algumas pessoas a minha volta se afastaram, outras evitavam de me fazer perguntas, e eu pensava comigo: nossa, como a verdade pode afastar as pessoas?
Quando você mente e é pego, você se torna alvo de muitos ‘elogios educados’, e sua fama se espalha rápido se a mentira for grande e de impacto. Mas se diz a verdade, as pessoas também se incomodam e se irritam?
Sem contar nas freqüentes perguntas que já me vi embaraçada pra responder de forma que a pessoa não percebesse que eu estava encobrindo algo, tentando ser amigável, sem constrangê-la.
Como as pessoas são complicadas.
Depois dessa experiência de super sincera, que não lembro-me ao certo quanto tempo durou, talvez alguns meses, vi que muitas vezes, para evitar uma mentira, é melhor guardar a pergunta pra você.
Na época em que estava com um cara, passava pelo fim dessa fase sincera, então já tinha aprendido algumas coisas, pensava que ajudaria meu namoro, como exemplo, vou citar aquilo que muitas vezes ocorre numa ligação a namorada ou namorado.
Ele ligava e perguntava onde eu estava e com quem, fazendo o que, há quanto tempo, entre outras perguntas desconfiadas.
Já eu, para evitar mentiras, porque se tratando desse assunto os homens mentem bem mais do que as mulheres {tomando por base o que já vivi, corrijam-me se eu estiver errada!}, ligava e perguntava se estava tudo bem e se ele podia falar naquele momento, sem essa paranóia toda de saber com quem ele andava e onde, porque eu confiava nele e mesmo se ele estivesse com alguma menina não me diria!
E ele ainda reclamava que eu não estava nem ai pro que ele fazia e com quem ele andava. Vê se alguém merece!?
Eu querendo alguém que não pegasse no meu pé, não me enchesse de perguntas idiotas e possessivas, e ele querendo alguém assim, por isso que não deu certo mesmo!
Segue uma história para refletir:
“Um homem está voltando para casa do serviço, saiu atrasado do escritório, pegou um transito violento, o pneu furou, o celular acabou a bateria, e ele já pensando no chilique que sua esposa dará ao contar-lhe a história.
Acaba chegando em casa bem mais tarde que o normal e a esposa o espera andando de um lado para o outro na sala do ap.
Ele entra de cabeça baixa e ela já vai logo dando lhe um sermão:
- Viu que horas são? Quer me matar de susto? Posso saber por que está chegando só essa hora e nem me ligou?
Ele respira fundo e toma coragem, já pensou no que dizer, é arriscado, mas pior não pode ser!
- Vou ser sincero... Fiz uma bobagem, meu bem... Sabe a Carla, a secretaria gostosa do chefe?
- ...!?!
- Ela me deu mole e eu levei ela pro motel hoje... Eu te traí! Sei o que se passa, mas eu te amo, foi só uma aventura num momento de fraqueza e eu peço seu perdão!
A mulher, em choque, entra no quarto, sem uma palavra, joga o travesseiro e um lençol para fora e bate a porta aos prantos.
Ele suspira e deita-se no sofá!
Na manhã seguinte, ela vai para a sala, com a cara inchada de quem chorou a noite toda:
- Meu bem... Eu te amo muito e vou te perdoar porque você foi sincero comigo e assumiu que errou, mas prometa-me que isso nunca mais se repetirá!?
- Juro! Te amo!
- Ok, me dá essas coisas que eu vou levar pro quarto!”

Eu pergunto: se você liga pro cara e faz um interrogatório, e ele responde que esta num puteiro, ou em casa com uma piriguete qualquer, você acredita? Eu acho que eu ia rir...
Enfim, ainda me resta um pouco dessa sinceridade, mas estou controlando a língua pra não sair falando demais por ai e chatear as pessoas que eu gosto!

Fica a dica: Só faça perguntas, as quais você esteja preparado para ouvir a reposta, seja ela qual for!

6 comentários:

Crisenta disse...

e concordo com vc... como diz a minha mae 'a verdade doi', por isso as vezes e bom falarmos mentiras sinceras... qdo si trata de algo serio derrepente fala a verdade e a melhor opcao mais qdo saum coisas corriqueiras uma mentirinha nao fara mal! eu penso assim hehe
beijos

Cansada de ser boazinha disse...

Hehehehe... eu era muito irônica antes e estava perdendo amigos. Depois que parei e comecei a me controlar, as coisas melhoraram. Ironia traz sempre uma forma engraçada de falar a verdade e as pessoas não gostam disso... agora deixei de ser um pouco eu pra não ficar isolada. Difícil né?
Bjos! Bom finde!!

Carla Martins disse...

Hahahahahaha

Tenho uma amiga assim, super sincera....s'o que acho que sinceridade nao pode ser confundida com grosseria ou amargura, sabe?

Tem maneira da gente ser sincero sem usar palavras duras ou que possam machucar. Ai sim, fica bonito e louvavel!

Beijos!

Olavo disse...

A verdade doi..se doi..
se quer perder um amigo..seja sincero com ele..
bjs

Fernando disse...

Eu sei.

- Seu cabelo está feio grande!
- PORQUE você tirou o cavanhaque?
- Não gosto do seu affair/amigo.
entre outros. rs!

Paula disse...

Às vezes mata sim, ou pelo menos irrita muito quem não aguenta a verdade. Eu, que tenho a mania de ser sincera até demais sempre me ferro por isso.
Feliz Dia das Mães!
Bjos,
Paulinha