quarta-feira, 19 de julho de 2017

Uma viagem à São Thomé das Letras - MG
14/07/2017
- A maior lua de bruxa que já vi.
Ela, imensa, alaranjada, surgiu minguante na pista à frente do carro. Ninguém acreditou que aquela era ela, e ela brilhava em sua imensidão, fingindo que o céu era só dela, e sabendo que todos os olho da terra a apreciavam em seu esplendor. Em tempo suficiente, ela se escondeu atrás das árvores, deixando apenas sua luz laranja aparecer entre as folhas. Um ligeiro reflexo num rio. E então se escondeu.
- O céu mais estrelado que já vi, até parece que lá tem mais estrelas do que em outros lugares.
Deitada a noite sobre uma pedra fria, o vento soprando forte, uma noite escura como breu na terra, mas ao olhar para o céu havia uma festa de luzes a brilhar, as nuvens finas davam a impressão de que as estrelas movviam-se de lugar. O frio fazia calafrios no corpo encostado por completo na pedra fria, mas o contemplar as estrelas logo fez os sentimentos sumirem. Apenas admirar, o quão grande é o universo, e nós um mero pingo de gente. Todos os antepassados se guiavam pelos céus, e hoje nem mesmo sabemos achar as três Marias. Como é imenso e esplêndido o céu, como sou pequena e insignificante perto delas.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Não sei o que se passa, a vontade de não fazer nada ou pior, a não vontade de qualquer coisa. A derrota. A fuga. O compromisso não cumprido todos os dias.
A falta que a falta de algo faz. Falta motivação. Falta vontade de ser. Falta vontade de fazer. E até de dormir.
Há um vazio que se preenche de frustração. Completamente sem motivo. E também sem alegria.
Apenas o existir não tão discreto, mas o suficiente para ser impercetível.